Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 15/11/2020
O culto à forma física está inserido na sociedade há milhares de anos. É possível observar já na Grécia Antiga que a preocupação com a aparência sempre foi tratada com seriedade, sendo revelada na busca ao corpo “perfeito”, que pode ser visto em esculturas e pinturas da época. A ideia era de que um corpo “são”, isto é, em forma, contribuiria para uma maior capacidade intelectual. Portanto, não é à toa que ainda hoje a humanidade considere a beleza física como algo a ser idealizado. Porém, a idolatria exacerbada à estética acaba se tornando um elemento de opressão sobre a vida da população, trazendo, assim, consequências mentais e até físicas aos indivíduos vítimas de tais padrões.
O súbito crescimento da mídia no século XXI fez surgir novas formas de reforçar padrões estéticos, muitas vezes inalcançáveis, com o aparecimento da indústria da beleza. A possibilidade de modificar o corpo através de cirurgias plásticas como a rinoplastia, lipoaspiração, aplicação de silicone ou ácido hialurônico, entre outros; embora bastante tentadora, também é de grande risco. Por serem procedimentos muito invasivos, geralmente estão sujeitos a complicações que podem resultar em consequências definitivas para o paciente.
Ademais, os estragos causados pela valorização exagerada da aparência não se restringem apenas à atmosfera física, podendo trazer danos psicológicos aos grupos mais afetados ou aos que simplesmente não correspondem ao padrão social imposto diariamente em revistas, propagandas e programas de TV. Portanto, na tentativa de atingir às expectativas mostradas nas mídias, diversas pessoas se submetem a dietas prejudiciais à saúde, ou acabam desenvolvendo depressão e transtornos alimentares como anorexia e bulimia.