Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 28/09/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direito à igualdade, saúde e ao bem-estar social. Entretanto, na prática tal garantia é deturpada, visto que existe um culto a forma física empregada na sociedade. Desse modo, a exclusão social em consonância com a glamourização das dietas extremas, são os principais pilares para esses conflitos.

Em primeiro plano, vale ressaltar a desabono com o diferente como perpetuador do problema. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, em sua análise da sociedade pós-revolução industrial, a população busca uma sociedade tão homogênea que fica difícil encontrar o diferente. Sob essa ótica, as pessoas buscam cada vez mais se encaixarem em grupos sociais. Dessa forma,  muitos optam por buscar um padrão inatingível de beleza por medo de serem excluídos.

Paralelamente a esse cenário, surgem distúrbios alimentares como consequência direta desse alarmante panorama. De acordo com o IBGE, 70% da população relata já ter feito dieta por conta própria. Por essa perspectiva, torna-se muito perigoso essa ingestão alimentar sem a opinião de um especialista. Assim, seu extremo pode levar a sérios problemas alimentares como anemia, bulimia e anorexia, pois as pessoas deixam de ingerir alimentos por medo de engordarem ou, devido a ansiedade, comem exageradamente.

Portanto, com intuito de mitigar o culto a forma física, urge que o Estado, como promotor do bem-estar social, disponibilize subsídio para que o Ministério da Saúde reverta essa verba em contratação de especialistas, que por meio de workshop nas escolas desmistificariam a ideia de padrões de beleza e alertariam sobre o perigo de seguirem dietas extremas. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em completo vigor.