Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 01/10/2020
Na música “Mrs. Potato Head”, a cantora e compositora Melanie Martinez critica a busca pela beleza e perfeição. Por causa dos padrões estéticos que a mídia impõe, muitos jovens, principalmente mulheres, acabam abrindo mão da própria saúde para tentar alcançar o “corpo ideal”. Esse culto à forma, característico da sociedade contemporânea, acarreta sérias consequências, como o desenvolvimento de distúrbios alimentares. Primeiramente, é importante perceber que padrões de beleza sempre existiram e que foram mudando com o passar do tempo. Atualmente, uma mulher esbelta, com seios fartos, cheia de curvas e com pernas torneadas é considerada bonita e dentro dos padrões estéticos da contemporaneidade. Esse corpo é apresentado em filmes, séries, propagandas e nas redes sociais como o ideal para as mulheres. Entretanto, a grande maioria delas não se encaixa nos padrões de beleza reforçados pela mídia, então tentam alcançar o “corpo perfeito” a qualquer custo, recorrendo a dietas e cirurgias plásticas. Porém, ao fazerem isso, essa busca pode resultar em distúrbios alimentares, como a bulimia e a anorexia. Segundo um levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, quase 80% das jovens paulistas estão propensas a desenvolverem algum tipo de transtorno alimentar.
Diante disso, é necessário que os veículos de comunicação mostrem, por meio de campanhas, que não existe apenas um único corpo ideal e que há beleza em todos os modelos físicos, a fim de que os padrões estéticos sejam desconstruídos. Dessa forma, a sociedade aprenderá a perceber a beleza que existe no diferente.