Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 15/11/2020

A canção “Pretty Hurts” da cantora norte-americana Beyoncé retrata sobre os problemas que a busca do corpo perfeito, que o padrão de beleza impõe, junto com os riscos que os atuais procedimentos estéticos estão trazendo à saúde de quem busca se encaixar nesse padrão. Diante disso, cabe analisar a liberdade ou opressão, culto à forma física no século XXI, bem como propor medidas que visem à construção de uma sociedade melhor.

É imprescindível ressaltar, de início, que o a busca do corpo padrão e um dos principais motivos dos casos de distúrbios alimentares existentes no mundo. Isso se dá devido a constante comparação com o que a mídia impõe, seja em propagandas, jornais, novelas, filmes, entre outros. Dessa forma, a desilusão de não se identificar com o que mostram faz com que distúrbios como este surjam. Prova disso é que, uma pesquisa divulgada em 2014 pela Casa do Adolescente, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, mostrou que 77% das adolescentes apresentavam predisposição a desenvolver algum distúrbio alimentar como anorexia, bulimia ou compulsão por comer. Dentre os outros dados, 85% afirmaram acreditar que existe um padrão de beleza socialmente imposto, afirmando então, dos riscos da busca do padrão.

Torna-se fundamental entender, também, que as novas cirurgia estéticas que estão surgindo nesses acabam cada vez mais com os corpos femininos. Tal fato acontece na medida em que se percebe a banalização dos procedimentos estéticos que faz com que se formem corpos irreais e moldados pela sociedade. Assim, também pode levar riscos à saúde por não saberem quais os efeitos colaterais que podem causar. Isso pode ser evidenciado por meio da Mayo Clinic, uma organização norte-americana especializada em pesquisas médicas, as complicações podem começar pela anestesia e evoluir para quadros de pneumonia, trombose, alergia e até morte, comprovando o perigo desses procedimentos no corpo.

Portanto, o padrão de beleza almejado pela sociedade deve parar. Por isso, é de suma importância que o poder legislativo crie um projeto de lei em que as pessoas que quiserem fazer cirurgias plásticas tenham sessões de terapia para que saibam se está realmente disposta a realiza-la. E, por fim, que as “digitais influencers”, que são o grupo que mais tão fazendo esse tipo de procedimento, façam campanhas por meio das redes sociais sobre os riscos e impactos que podem causar, para que todos possam se conscientizar.