Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 08/10/2020

A falta de confiança com o próprio corpo é uma adversidade muito presente na sociedade desde a revolução neolítica. Esse problema deve ser enfrentado, uma vez que indiretamente leva centenas de indivíduos a depressão e suicídio. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a  educação brasileira e as áreas de lazer público.

Precipuamente, é fulcral pontuar que padronizações de beleza danosas deriva da baixa atuação de setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no país brasílico. Nesse contexto, o governo não tem fornecido educação pública de qualidade, por exemplo, ao direcionar verbas para a educação inadequadamente. Assim, isto tem agravado a autoestima de muitas pessoas pois as deixa intelectualmente vulneráveis.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de investimento em áreas de lazer público como promotora do problema. De acordo com estudo realizado pela revista Science, atividades físicas podem aumentar a autoestima e a qualidade de vida das pessoas em até 200%. Partindo desse pressuposto, podemos mentalizar que a postura do governo acaba por prejudicar àqueles que não se sentem bem com seus próprios organismos. Tudo isso atrasa a resolução do empecilho, já que a falta de áreas adequadas para atividades físicas contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Em suma, com o intuito de combater a falta de confiança com o próprio corpo, necessita-se urgentemente que o governo federal destine dinheiro, por meio do Tribunal de Contas da União, para melhor educação e infraestrutura públicas. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da má autoestima com o próprio corpo e a sociedade estará mais perto do tipo ideal de Max Weber.