Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 09/10/2020

O culto à forma física não é algo atual, em lugares como a Grécia antiga essa exigência ao  corpo perfeito principalmente ao feminino já ocorria. De maneira análoga, atualmente muitas pessoas estão presas a padrões de beleza tidos como únicos na sociedade. Isso se evidência não só pela cobrança a si mesmo mas também pelos estereótipos e preconceitos impostos pela sociedade.

Em primeiro lugar, percebe-se que muitas pessoas se cobram quanto a sua forma física o que faz com que a maioria não encontrem a liberdade desejada e vivam em uma opressão pela busca do padrão de beleza imposto pela sociedade. Na filosofia budista essa realidade é bastante retratada na figura do príncipe Sidarta, que pela busca de iluminação enfrenta todos os demónios que o atormentam isto o faz perceber que o mais perigoso de todos era si mesmo. Isso demonstra que o maior inimigo a ser enfrentado é aquele que está dentro do ser humano.

Aliado a isso, é notório que a sociedade impõe a muitos cidadãos modelos a serem seguidos e se as pessoas não se enquadram neste padrão consequentemente são excluídas. Hamlet costumava apresentar  a um argumento com respeito a isso ao afirmar de maneira hipotética que o ser humano vive em uma casca noz em que o interior é a consciência e as pessoas enxergam apenas o exterior da casca. Com isso, pode-se perceber que padrões são impostos pela sociedade pois esta costuma jugar pela aparência exterior.

Desse modo, o governo federal deve criar campanhas que eduquem as pessoas a cerca da opressão imposta pelo culto à forma física por meio de parcerias-público , com vinculação de propagandas de orientação na televisão, no rádio e em jornais impressos. Espera-se, com isso, erradicar a imposição de padrões de beleza pela sociedade.