Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 01/10/2020

O culto a forma física está enraizada na sociedade desde a antiguidade, onde a partir desse período surgiu a preocupação em relação a estética corporal e a idolatria ao belo. No século atual ainda existe uma “cobrança” feita, principalmente pela mídia, em relação ao corpo, onde a maioria das vítimas são mulheres, devido ao estereótipo posto pelo mercado da beleza afim de que o indivíduo se enquadre dentro do padrão, tendo o objetivo de vender produtos e lucrar à custa do cidadão, porém acabam deixando de lado o fator mais importante, que é a saúde.

O Brasil tornou-se um dos países líderes em cirurgia plástica do mundo onde as pessoas buscam por meio dessas cirurgias formas mais rápidas de se encaixarem nos padrões. Também existe uma indução por parte da mídia na qual as pessoas acabam vivendo na busca de padrões que não deveriam existir e se tornam escravas do seu próprio corpo, pois muitas das vezes essa busca compulsiva pela beleza padrão só traz infelicidades e coloca a vida da pessoa em risco.

Outrossim, é valido ressaltar que muitas vezes as pessoas se matriculam em academias para praticarem exercícios e fazem dietas bem restritas, porém o problema é quando esse bem a saúde vira obsessão. O consumo de remédios que aceleram o processo de emagrecimento, horas na academia entre outros, podem trazer danos seríssimos ao nosso organismo, como falta de nutrientes e doenças cardíacas.

Portanto, entende-se que é primordial que haja limites sobre as vaidades. Nesse sentido, cabe ao Estado a fiscalização de conteúdos midiáticos que incentivam o culto ao corpo e que cause prejuízos à saúde. Ademais, as escolas, através de debates, devem estimular o pensamento crítico dos alunos em torno do assunto, a fim desconstruir os padrões de corpo ideal.