Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 01/10/2020
Desde à antiguidade a população escolhe um padrão como ideal e luta, principalmente as mulheres, para alcançar o que muitas vezes é inalcançável. Sob essa ótica, o culto à forma física traz sérios problemas como, cirurgias plásticas mal feitas, bulimia, e problemas emocionais para pessoas que estão tentando alcançar esse padrão, além da opressão aos cidadãos que escolhem não seguir o modelo imposto.
Em primeira análise, o culto à forma física, considerada ideal, leva as pessoas a fazer e acreditar em qualquer um que prometa leva-la a esse padrão. Com isso, segundo o site da UOL, em 2018, uma paciente morreu após um procedimento estético em apartamento no Rio, pois o médico não era capacitado para tal cirurgia. Em resumo, a busca pelo modelo ideal causa diversos problemas como, bulimia, doença caracterizada por vomitar tudo que se come, baixa autoestima, inúmeras cirurgias plásticas e por fim até depressão, uma vez que a mulher sempre vai achar algo de “errado” no seu corpo, visto que o modelo idealizado é inalcançável.
Em segunda análise, o culto a forma física ideal é desgastante e inatingível, quase sempre. Dessa forma, a youtuber Alexandra Gurgel, do canal alexandrismos, hoje no Brasil é vista como uma das ativistas ajudando pessoas a se aceitarem do seu jeito, no seu livro “Pare de se odiar” ela conta sua luta contra a gordofobia. Em síntese, mulheres consideradas fora do modelo ideal sofrem preconceitos de pessoas que vêm o fato de ser gordo como algo ruim, como também a luta pelo amor próprio é um dos atos mais revolucionários na sociedade atual, já que é algo que vai de encontro com o pensamento da população.
Conclui-se, que a luta pela forma física ideal é desgastante e opressora. Desse modo, cabe aos centros educacionais, por meio de palestras, ensinar as pessoas a gostarem de seus corpos “imperfeitos”, com o intuito de diminuir os problemas psicológicos causados pelo culto à forma física e os preconceito que sofrem as pessoas que escolhem não seguir o modelo. Portanto, diminuindo assim a gordofobia e aumentando a autoestima das mulheres.