Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 06/10/2020
É notório observar a mensagem passada pelos vídeos produzidos pela Dove, como o “Dove Real Beauty Sketches”, sobre a verdadeira beleza das mulheres, os quais mostram que a grande maioria delas não acham seu eu natural belo ou suficiente. Isso mostra que essas pessoas se comparam e tentam atingir o padrão de beleza do século XXI, o qual é irreal e doentio. Tal problema acontece devido a alienação da mídia e à sociedade acomodada com os preconceitos.
A priori, é importante perceber que o filme Amor por Contrato traz a história de uma família falsa que é criada para vender os produtos às pessoas em volta, já que a imagem da família era atrativa e fazia as pessoas que viam quererem reproduzir o que eles tinham, quando na verdade era tudo uma mentira. Dessa forma percebe-se que o mesmo acontece com a forma que a beleza é apresentada na mídia, pois padrões falsos e até doentios são criados e apresentados à população. A qual instintivamente tenta atingir aquele modelo posto a ela de forma alienadora, pois essa é bombardeada com essa padronização de biótipos repetidas vezes em comerciais, filmes, propagandas, entre outros. Com isso se entende que essa é uma das grandes raízes da opressão trazida pelo culto à forma física.
Outro aspecto a ser observado é que a sociedade se acomodou com esse padrão de beleza opressivo, como mostra o filme “Sierra Burgess is a Loser”, em que a protagonista não se sente bonita e é criticada por estar acima do peso e a metragem faz uma crítica justamente a isso ser considerado irrelevante pelas pessoas. Tal produção evidencia como a população se acostumou com o culto à forma física e como ter um corpo dentro das medidas é superestimado, de maneira que quem não se encaixa é rejeitado. Dessa forma percebe-se que as pessoas não têm noção de como essa cultura é doentia e de como ela prejudica e machuca os indivíduos, principalmente aqueles que mais destoam do “padrão”.
Portanto, conclui-se que o culto à forma física do século XXI oprime os indivíduos de forma grave e precisa ser mudado. Nesse intuito, a ONU, em parceria com o governo de todos os países, deve promover um projeto de diversificação de biótipos na mídia mundial, em que medidas inclusivas sejam adotadas para que a beleza retratada na internet se torne libertadora para as pessoas e não opressora. Além disso, o Ministério dos Direitos Humanos deve produzir um curta metragem em parceria com a Cinemark, o qual deve evidenciar quão prejudicial o padrão de beleza é para a sociedade como um todo e como ele é exclusivo e irreal. Esse vídeo deverá ser compartilhado em propagandas e nas redes sociais para que a população perceba como isso está errado e mude sua visão sobre o assunto. Quem sabe dessa forma as mulheres e os homens possam aceitar a si mesmos como são e passarem a ver a beleza natural que eles têm, pois a beleza verdadeira está nas diferenças.