Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 09/10/2020
O culto à forma física não é uma invenção do século XXI, sendo datado a valorização de um “corpo perfeito” já na Grécia antiga com as estátuas, que representavam um padrão de beleza que regia a sociedade daquela época. Nesse contexto, a animação Branca de Neve, retrata a busca pela estética perfeita, na qual a rainha má é obcecada em ser a pessoa mais bela do reino, e, ao descobrir que há alguém mais bonita que ela, fica enlouquecida, disposta a fazer qualquer coisa para recuperar esse título. Análoga a essa situação, percebe-se no Brasil a busca pela “perfeição” corporal, no qual a forte influência da mídia, gera uma sociedade opressora para quem fuja desse padrão.
Na sociedade atual, o corpo passou a ocupar lugar de destaque nos veículos midiáticos, visto em propagandas TV e em revistas, se tornando um produto a ser adquirido. Diante disso, na frase " as feias que me desculpem, mas a beleza é fundamental", Vinicius de Moraes reforça esses padrões de beleza que controlam as interações sociais, no qual as pessoas que atingem esse paradigma social, conseguem mais oportunidades, diante das outras. Junto a isso, a mídia agravou essa situação, com o constante bombardeamento de imagens de um corpo perfeito, aumentando a idealização de que se deve conquistar um estereótipo corpóreo para ser bem quisto na sociedade.
Ademais, é imprescindível citar que a busca por um perfil específico que tange a estética de um “corpo perfeito”, pode provocar sérios problemas de saúde. Nesse sentido, a bulimia e anorexia, doenças relacionados ao transtorno alimentar, tem maior incidência entre os adolescentes, devido a mente em formação e a constante exposição da ideia de um corpo perfeito, no qual põe suas vidas em risco com dietas inadequadas, que prometem atingir o resultado desejado em poucos dias, e se alimentando precariamente, afim de emagrecer, para conseguir atingir esse estereótipo corpóreo. Nisto, percebe-se que, na sociedade atual, há uma fabrica de escravos diante dos padrões de beleza e consequentemente, ariscam suas saúdes para atingir o objetivo de um “corpo perfeito”.
Nesse contexto, pode-se notar a constante busca, de forma desenfreada, por um corpo que tange os padrões de beleza contemporâneo, sempre destacando a beleza corpórea como algo essencial para a vida. portanto é de suma importância que o Governo Federal, utilize os meios de comunicação midiáticos, em prol da desconstrução dos padrões irreais de perfeição, por meio de campanhas e programas informativos. Além disso, urge que o Ministério da Educação, por meio de campanhas educacionais, disseminem informações a respeito dos riscos dos padrões impostos na sociedade para a saúde, assim o ideal de beleza não causará tanto mal a sociedade em que vivemos.