Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 03/11/2020
O culto à magreza nem sempre foi o padrão de beleza. Por volta dos anos 40, por exemplo, Marilyn Monroe e Elisabeth Taylor eram consideradas ícones femininos com suas curvas acentuadas e seus cabelos encaracolados. Hoje, a mídia e a própria sociedade ditam padrões bem diferentes dos naturais daquela época. Entre silicones e bisturis, resta discutir os impactos e as consequências dessa padronização na contemporaneidade.
O estigma do corpo perfeito é imposto todos os dias. Seja em capas de revistas ou em tutoriais na internet, homens e mulheres com corpos torneados estampam o ideal de perfeição. O problema é que, no mundo real, esse padrão é quase impossível de ser atingido, resultando em uma sociedade frustrada por nunca alcançar o que lhe é imposto. O sentimento que se desenvolve é que, fora daqueles padrões, o homem não é saudável, desejado, belo e “apto para o consumo”. É de conhecimento geral, que os indivíduos são influenciados pelo poder da mídia e da moda como formadores de opinião, buscando padrões de beleza muitas vezes inalcançáveis e tornando-se escravos desses modelos vendidos como ideais.
Assim sendo, vê-se a todo instante a realização de cirurgias desnecessárias e o uso inadvertido de produtos químicos na ânsia de conquistar o corpo perfeito. Quando a consequência não é a morte, esses métodos podem causar alergia, rejeição, infecção, necrose, aniquilando de vez o prazer de viver e a autoestima da pessoa.
Dessa forma, o governo em parceria com a mídia pode lançar campanhas em que seja promovida a valorização do ser humano e seus biotipos - exibindo programas, desenhos, propagandas - exaltando a diversidade. À moda cabe promover desfiles e desenvolver mercadorias mais ecléticas, englobando os vários e diferentes tipos de beleza. Além disso, aos pais e à escola, fica a conscientização e acompanhamento psicológico das crianças sobre os males do culto excessivo aos padrões vigentes e os benefícios da aceitação da individualidade. Visto que, não há moda mais duradoura do que o bem estar físico e mental, relação difundida pelo filósofo romano Juvenal na expressão: “Mente sã, corpo são”