Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 08/11/2020
No Antigo Regime as mulheres ideais eram mais gordinhas para demonstrar a fartura da Corte naquela época. Atualmente, o “corpo perfeito” é o do estilo atlético, que normalmente é obtido com muitos exercícios e esforço em academias. Porém, nem todos conseguem alcançar esse padrão facilmente. Então é criada uma obsessão em atingir o corpo perfeito, esquecendo que riscos a própria saúde podem ser causados caso não seja solicitada uma ajuda profissional.
Por meio da mídia, há um bombardeio de propagandas de produtos de beleza com programas e comerciais que utilizam de mulheres saradas para atrair clientes. Isso faz com que muitas moças se sintam infelizes com o corpo que possuem e vão em busca de cirurgias plásticas que podem ter resultados nada agradáveis e ainda pode gerar vício. É o caso de Victoria Beckham, que pôs silicone excessivo para o seu corpo e logo depois retirou as próteses, pois percebeu o erro cometido.
Segundo informações da revista Veja, pesquisadores descobriram que treinos muito intensos podem provocar alterações no coração, fígado, músculos e sistema nervoso. O estudo foi feito em camundongos e indica que as consequências variam desde a dificuldade de captação de glicose pela célula até o aumento de gordura no fígado. Se por um lado a prática de exercícios pode trazer benefícios à saúde e um “corpo perfeito”, por outro pode trazer riscos caso não haja um tempo determinado para se exercitar e um acompanhamento profissional.
Ao analisar os fatos anteriormente expostos, é notável que mudanças precisam ser feitas. Portanto, o Governo deve, por meio do Ministério das Comunicações e Ministério da Educação, impedir que conteúdos que estimulem a busca de um estereótipo “perfeito” sejam veiculados. Devem também, realizar palestras que desconstruam o estereótipo atual, promovam a aceitação corporal e alertem os riscos que podem ser causados por procedimentos cirúrgicos ou tratamentos mais radicais. Dessa forma, os cidadãos passarão a não serem persuadidos por outros a atingirem algo predefinido pela sociedade como “padrão” e se contentarão com as suas formas físicas sem precisar procurar um método prejudicial ou arriscado.