Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 18/11/2020
Sem dúvida esse acesso rápido a informações trouxe muito mais do que apenas benefícios, podemos constatar isso pela forma que muitas pessoas (principalmente mulheres) veem os padrões de beleza atualmente. Barriga magra, cabelo em um determinado corte, tamanho de braços, coxas e afins; pessoas todos os anos se submetem a cirurgias mais baratas ou dietas perigosas para atingir um determinado padrão imposto pela mídia, vindo de modelos, cantoras e celebridades em geral que nos inspiram. Porém, não se pode deixar o corpo de outras pessoas determinar como o de certo alguém pode ser. Ademais, caso realmente se queira emagrecer por questões relacionadas a saúde, tem que ser por métodos corretos e de forma saudável.
Bem como o amor próprio está cada vez mais longe de ser alcançado, pois muitos acreditam que para se amar tem que ter o corpo ideal. À medida que o se amar da forma como é está sumindo, também existem pessoas que cometem bullying (seja ele virtual pelas redes sociais ou pessoalmente) com o corpo alheio, exatamente por existir esses estereótipos impostos pela mídia.
Como também existem pessoas que querem quebrar esses moldes de corpo perfeito, pessoas que querem mostrar que o se aceitar é melhor do que tentar mudar para agradar os outros. Por exemplo a cantora Lizzo, que quebrando padrões mostra seu corpo sem medo na internet, e sempre está falando sobre o tipo de corpo que ela julga ser ideal. “Então, eu tenho malhado de forma consistente nos últimos cinco anos. E pode ser uma surpresa para todos vocês não estar malhando para ter o seu tipo de corpo ideal”, a cantora de 32 anos falou em um vídeo. “Estou malhando para ter meu tipo de corpo ideal. […] porque sou bonita, sou forte, faço o meu trabalho e continuo no meu trabalho". Tal qual saúde não depende de aparência.
Essa quebra de padrões que muitas pessoas estão começando pode ajudar a por fim nesse esteriotipo do que é ou não um corpo perfeito.