Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 22/11/2020
Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor Inglês Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, na qual se tem uma ausência de conflitos. No entanto o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega uma vez que problemas como o culto a um padrão de forma física ocorre, dificultando assim a realização dos planos de more.
Convém ressaltar, em primeiro plano, que o problema advém, em muito, de interesses econômicos. A mídia estereotipa o corpo perfeito, para esta, a forma física ideal é aquela musculosa, magra, bonita, de aparência jovial, de cabelos lisos, é aquele corpo repleto de ‘curvas’. As pessoas tomam este fato como verdade e devido a isso se tornam escravas do próprio corpo, vivem na tentativa de alcançar o padrão imposto de corpo ideal, porém nem sempre atingem-no e isto acaba gerando baixa alto - estima e infelicidade. Sob esse viés, é possível depreender que a utilização de dados aos internautas por determinados grupos empresariais constitui uma estratégia de divulgação de produtos e pensamentos conforme sues interesses. Dessa maneira, ocorre a seleção de informações e propagandas favoráveis a essas empresas, levando os usuários a agir e consumir inconscientemente de acordo com os padrões estabelecidos por estes grupos.
O combate ao culto a forma física, a fim de melhorar a qualidade de vida das pessoas, deve-se tornar efetivo com a criação de uma norma pela OMS, que visa minimizar a estereotipagem do corpo. Desta forma as pessoas não serão tão escravas do físico, perceberão que são belas da forma que são , através de campanhas televisivas e virtuais. A mídia não influenciará tanto como influencia atualmente no físico das pessoas, e a coletividade alcançara a Utopia de more.