Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 18/11/2020
Há tempos, estereótipos de beleza assombra a sociedade. Na mitologia grega, por exemplo, um homem de lábios carnudos e queixos protuberantes sabia que sua beleza era uma dádiva. Para os gregos, um corpo bonito era uma prova de uma mente brilhante. No entanto, a busca pelo corpo perfeito pode trazer danos ao indivíduo, logo é essencial repensar sobre se essa vaidade excessiva é necessário.
Em primeiro lugar, é preciso entender que toda essa busca pelo corpo ideal está ligada com uma sociedade narcisista facilmente manipulada pela mídia que atráves de fotos e vídeos, no qual muitos são alteradas, trazendo a mensagem de que ser belo é um corpo magra com curvas, o famoso “corpo violão”. Atrelado a isso o mercado cosmético cresce.
Em segundo lugar, o homem comtemporâneo a fim de encaixar-se dentro das padrões submete o próprio corpo em cirurgias plásticas - sem necessidade -, com uso de anabolizantes e mais dietas rigorosas. E as consequências são homens, mulheres, adolescentes e até crianças desenvolvendo distúrbios alimentares junto com doenças mentais, uma vez que a busca pelo físico dos sonhos produz insatisfação pessoal, o que acaba afetando a sua saúde mental.
A mídia tem grandes responsabilidades nesse sentido, fiscalizações deve ser feito pelo ministério de saúde, já que procedimentos podem sair como inesperado, além das escolas e empresas oferecer atendimentos com psicólogos. E claro, coscientizar as crianças desde cedo que todos temos belezas e suas particularidades, assim aumentando eventualemente o número de adultos com uma boa autoestima.