Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 20/11/2020

Com o avanço das tecnologias de informação no século XXI, como ficam cada vez mais poderosas e, com isso, aumentam seu poder de persuasão. Nesse contexto, ocorre, por meio delas, uma disseminação de padrões de beleza que muitas vezes são inalcançáveis. Como consequência, é notável o aumento de casos de transtornos e doenças psicossomáticas relacionadas ao culto pelo corpo perfeito.

Sabe-se que o conceito de beleza é valorizado desde uma antiguidade, porém, com o alcance dos meios de comunicações, divulgação de padrões estéticos torna-se colossal. Assim, novelas, propagandas e fotos em redes sociais despertam na população o desejo de se encaixar nas características impostas pela mídia. Como reflexo disso, a procura por academias e ações cirúrgicas cresce a cada ano. isso se torna evidente no Brasil, que disputa com os EUA o primeiro lugar no ranking de países que mais realizam cirurgias plásticas no mundo.

Contudo, o problema se agrava quando uma insatisfação com uma aparência leva a quadros psicológicos graves. O aumento de casos de depressão entre jovens é um fato, assim como o surgimento de doenças psicossomáticas, como a bulimia e a anorexia. Essas atingem, principalmente, as mulheres que tentam chegar na silhueta super magra apresentada na mídia e podem levar a casos severos de desnutrição e até à morte.

Diante do exposto, tornam-se necessárias ações da mídia e do Estado. A primeira, por meio da inclusão da diversidade e representatividade de formas e etnias em sua programação, a fim de diminuir a padronização e mostrar corpos comuns. O último, disponibilizando e garantindo, através das secretárias de saúde de estados e municípios, o tratamento adequado e gratuito, assim, atendendo os que sofrem com quadros psicológicos derivados desse problema social.