Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 17/11/2020

Desde a Antiguidade, está inserida em nossa sociedade, a preocupação em relação à estética corporal. Naquele tempo, os gregos buscavam a perfeição esculpindo estátuas na forma de Deuses. Embora esta preocupação tenha continuado e aumentado cada vez mais, se tornando uma liberdade, o objeto hoje é o nosso próprio corpo. Esta precaução se deve ao arquétipo corporal estabelecido pela sociedade e pela busca do desejo de autorrealização das pessoas.

A mídia, grande difusora de opinião e conhecimento, é uma das maiores propulsoras do culto à estética corporal. Desse modo, ao revelar o corpo definido como uma tendência, esse meio de divulgação acaba por estimular a busca incansável pela perfeição. Todavia, essa prática, muitas vezes, traz danos à saúde. A população, manipulada por essa obsessão, perde o senso crítico e se submete a procedimentos sem consultar as suas consequências. Logo, ocorre a padronização dos corpos dos indivíduos na sociedade assim como nos bens de consumo no modelo Fordista.

Contudo, o problema se agrava quando a insatisfação com a aparência leva a quadros psicológicos graves. O aumento nos casos de depressão entre jovens é um fato, assim como o surgimento de doenças psicossomáticas, como a bulimia e a anorexia. Essas atingem, principalmente, as mulheres que tentam chegar na silhueta magérrima mostrada na mídia e podem levar a casos severos de desnutrição e até à morte.

Com base nos fatos apresentados, é persistente a influência do culto à forma física sobre os brasileiros. Dessa maneira, é cabível ao Ministério da Saúde elaborar campanhas que minimizem as imposições referentes ao belo e que valorizem a saúde corporal. Somado a isso, os indivíduos devem buscar o bem-estar com responsabilidade, por meio de dietas administradas por nutricionistas e de atividades físicas adequadas ao próprio corpo com ajuda de educadores físicos. Assim, essas medidas ajudarão a reduzir esse problema.