Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 31/12/2020

Na música “Pretty Hurts”, cantada pela artista Beyoncé, existe uma crítica a respeito da opressão imposta pela padronização corporal atribuida pela sociedade. Hodiernamente, no século XXI o culto à forma física proporciona dúvidas se tal idolatria desempenha papel de liberdade ou opressão. Logo, é necessário um debate a respeito de tal temática

Em primeira análise, a liberdade de escolhe se escolhar a forma física é inerente a qualquer indivíduo, contudo, tal autonomia é moldada em pressões estéticas empostas pela sociedade. De acordo com Émile Durkhein, sociólogo e cientista político, as maneiras de agir dos indivíduos de um determinado grupo e da humanidade em geral é denominado fato social, algo inerente a pessoa e que pode estar associado a uma liberdade fantasiosa de escolhas não indivíduais, mas impulsionadas pela sociedade. Dessa maneira, é evidente uma diminuição da coesão social, em virtude das consequências psicológicas que uma pessoa pode desempenhar em uma comunidade que lhe dá falsas liberdades de escolhas. Assim, é essencial que entendidades sem fins lucrativos auxíliam a quebrar tais paradigmas que provocam entropias sociais.

Simultaneamente, a busca constante da beleza inalcançável resulta, por diversas vezes, em consequências irreversíveis, devido a opressão midiática. Exemplo disso é o caso da Lilia Calixto, empresária brasileira e vítima da pressão social da padronização corporal, faleceu devido a uma cirúrgico estético feito de forma ilegal. Em suma, é inegável que pessoas expõem sua vida na incerteza de conseguir enquadrar-se em um ideal inatingível, assim, é evidente que mudanças na definição de beleza devem ser alterados, a fim de prevenir que mais indivíduos coloquem-se em perigo.

Portanto, nessa conjuntura, a fim de solucionar tais problemáticas, é necessária a coparticipação das Organizações Não Governamentais (ONGs) e do poder midiático. Assim, cabe as ONGs, entidades sem fins lucrativos, em parceria com a mídia, quebrar com os padrões estéticos, por meio de comerciais e palestras, que visem