Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 02/12/2020

A princípio, a Revolução Técnico- Científico e Informacional, ocorrida a partir de 1970, fora responsável pelo avanço na produção e transporte de mercadorias em diversos setores, como maquinários agrícolas, celulares e computadores. Desse modo, o início do século 21 transformou ainda mais o avanço tido anteriormente, visto que houve a melhoria na tecnologia dos produtos e no alcance da internet. Assim, com a grande comunicação em massa, tida pelas mídias digitais, iniciou-se o processo verificação cotidiana de corpos e estilos de vida, graças as postagens de famosos. Logo, o culto à forma física torna-se indissociável no mundo contemporâneo porém reflete na opressão realizada pelas grandes empresas.

Nesse ínterim, segundo os sociólogos Adorno e Horkheimer representantes da Escola de Frankfurt intitularam, durante os estudos sobre a influência das empresas no capitalismo, a “Razão Instrumental”, a qual representa o uso de propagandas como instrumento para atingir uma determinada razão proposta. Por sua vez, o intuito é promover o lucro independente da época, pois as mídias ao realizem seus discursos para vender mais produtos geram, ao mesmo tempo, a padronização dos corpos ao utilizarem as mesmas roupas e buscarem o mesmo padrão de beleza, ou seja, são oprimidos pelas multinacionais.

Outrossim, o documentário “O Dilema das Redes” publicado pela empresa Netflix no ano de 2020 foi responsável por desvendar técnicas utilizadas pelos aplicativos Facebook, Instagram e Pinterest para aumentarem o tempo de utilização dos usuários a rede. Ademais, para a efetivação desse processo, aos aplicativos criam métodos de sedução aos indivíduos, a partir da inteligência artificial a qual verifica os gostos pessoas e promove diversas propagandas de acordo com os interesses dos navegantes, a fim de promover a compra de novas mercadorias para novos indivíduos. No entanto, as mercadorias compradas são sempre participantes do grupo modista do mercado, pois novamente o culto a forma física e ao padrão de beleza, pré estipulado, é mantido de acordo com a vontade das grandes empresas de comunicação e informação do mundo.

Afinal, é imperioso que o Ministério da Educação institua nas escolas públicas campanhas que expliquem e demonstrem as técnicas de culto a forma física e a padronização dos corpos realizada pelas mídias digitais. Para isso, é necessário horários para palestras com psicólogos e técnicos em informática, formados nas Universidades Públicas de cada região, para sanar as dúvidas dos jovens, que são os grandes usuários das redes. Somente assim, ocorrerá a melhoria da busca doentia por corpos perfeitos e da opressão realizada pelas empresas.