Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 27/03/2021

Segundo a Organização Mundial da Saúde, saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a mera ausência de doenças ou enfermidades. Entretanto, nos dias de hoje a mídia traz como conceito de saúde e beleza uma mulher magra, branca, loira, com olhos claros e sem nenhuma imperfeição externa. Dessa forma, o culto à forma física gera frustração, não aceitação, depressão e até mesmo a morte.

Em primeiro lugar, analisa-se o dado da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, que mostra que em 2018 o Brasil registrou mais de 1 milhão de cirurgias plásticas, tornando-se o primeiro país no ranking mundial. Não só o grande número de procedimentos estéticos efetuados devem ser levados em consideração, mas também deve-se analisar os riscos de morte, como ocorreu em 2016 com a finalista do concurso Musa do Brasil Raquel Santos, que morreu após se submeter a um procedimento estético, conclui-se portanto, que esse padrão imposto gera graves problemas.

Em segundo lugar, analisa-se a música de Beyoncé “Pretty Hurts”, que faz uma crítica a ditadura da beleza imposta às mulheres e como isso afeta seriamente o estado físico e mental do corpo, trazendo de forma musical uma grande lição sobre seguir padrões de beleza. Embora no mundo atual exista influências boas relacionadas a beleza, como campanhas de aceitação, modelos negros, plus size, com espinhas, cabelo crespo, cabelo liso, entre outros, sabe-se que a busca por um padrão de beleza inatingível está longe de acabar, tornando verídico o que a música da Beyoncé expõe.

Logo, conclui-se que esse cenário não deve perdurar. Desse modo, a Organização Mundial da Saúde por meio de empresas com grande influência no ramo da beleza, deve criar campanhas e palestras sobre como os padrões de belezas influenciam de maneira negativa na vida das pessoas, como também ajuda psicológica para maior aceitação do corpo, mostrando o verdadeiro conceito de saúde e beleza, a fim de diminuir essa busca interminável pela beleza perfeita inexistente, assim, as pessoas terão menos problemas de aceitação, mais amor próprio e o padrão de beleza será a beleza individual e única de cada um.