Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 05/04/2021
A devoção ao corpo dito como belo não é hodierna. Na Grécia Antiga, já era possível perceber o culto ao arquétipo estético. Entretanto, é notável que a mídia também é uma grande propulsora desse fato. Nesse sentido, entende-se que tanto a busca pelo encaixe neste âmbito quanto o preconceito sofrido pelos indivíduos que não seguem o modelo proposto, agravam ainda mais esse problema.
Sob essa perspectiva, no filme Sexy por acidente, lançado em 2018, uma mulher sofre um incidente e acorda como uma ‘’top model’’ se achando linda. Tal ficção traz uma reflexão sobre os dias atuais, nos quais, tanto os homens quanto as mulheres(mais atingidas nessa área), anseiam pelo corpo perfeito numa falsa impressão de liberdade, quando, na verdade, estariam mais acorrentados pelos modelos propostos.
Ademais, a massificação das mídias a partir de 1980, juntamente com a ascensão do cinema em Hollywood, ocasionaram maior espaço para a colocação de tipos corporais, o que acarretou mais pressão e preocupação sobre os sujeitos. Além disso, essa circunstância impulsionou a gordofia que, de acordo com o IBOPE, está presente na rotina de 92% dos brasileiros. Demonstrando assim, que quem não se encaixa nas medidas impostas acaba sofrendo julgamentos pela sociedade por conta de seu biotipo.
Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para modificar esse cenário. Logo, cabe aos Ministérios da Saúde e da Educação elaborarem uma campanha que funcionará por meio de palestras e exposições a fim de ensinar sobre os benefícios de aceitar o próprio corpo e conscientizar a sociedade sobre os malefícios do preconceito. Uma vez que tal ato proporcionará o aumento do bem-estar e da felicidade. Além do que, os brasileiros serão pessoas mais livres, no campo corporal, e bem mentalmente.