Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 14/06/2021

A música “Pretty hurts” (Beleza machuca) da cantora Beyoncé, retrata as dificuldades de se encaixar no padrão de beleza idealizado pela sociedade. De maneira análoga, tal realidade é vivenciada por milhares de pessoas - sendo sua maioria, mulheres -, uma vez que a busca pela perfeição, leva os indivíduos a aderir dietas não saudáveis e procedimentos estéticos. Diante disso, deve se analisar como o culto ao corpo e a pressão midiática interfere no bem-estar da população. A priori, cabe analisar como a cultura do culto ao corpo contribui para o modismo alimentar, sob a perspectiva do autor Augusto Cury. Segundo o escritor, as pessoas são influenciadas pela mídia e ficam preocupadas em atender aos padrões de beleza intangíveis. Dessa forma, para ficarem cada vez mais parecidos com o que a mídia dita que é considerado perfeito, acabam optando por dietas rigorosas e procedimentos estéticos, podendo ou não fazer mal à saúde. E esse fenômeno, possui raízes antigas, onde, desde a Antiguidade Clássica, o corpo era considerado tão importante quanto o intelecto do indivíduo. Dessa maneira, surge a necessidade de se atingir os padrões inalcançáveis de qualquer maneira, mesmo que prejudique a saúde. Além disso, a pressão que os meios televisivos fazem para a obtenção de um padrão inalcançável, é o grande fator para que a busca do corpo perfeito, em vez de liberdade se tornar uma opressão - visto que as pessoas são induzidas a achar que serão felizes, apenas se obter o corpo que a imprensa apresenta como o satisfatório. Essa busca desesperada para alcançar o padrão, traz como consequência, diversos distúrbios, tanto alimentares como mentais, como, por exemplo: a ansiedade e bulimia, que, dependendo da gravidade, pode chegar a ser fatal. Portanto, fica evidente que o culto a forma física é um problema na sociedade atual. Em razão disso, cabe ao Ministério da Saúde - órgão responsável pela administração da saúde pública do país - em parceria com instituições de ensino, promover debates em relação aos estigmas corporais, por meio de palestras e cartazes informativos, promovendo a diversidade de aparências. A mídia, por sua vez, deve assumir a sua responsabilidade enquanto formadora de opinião e disseminar o estigma relacionado a aparência corporal. E somente assim, será possível evitar que realidades como a retratada na canção “Pretty hurts”, venham também, ocorrer na sociedade atual.