Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 23/08/2021

A incessante busca pelo físico perfeito está intimamente ligada a atuação das mídias sociais visto que, a mesma impõe padrões de beleza a serem seguidos. Os indivíduos por sua vez, ao buscarem tal perfeição reforçam suas necessidades de aceitação em sociedade. Por conseguinte, assim como no mito de Narciso, o excesso de vaidade pode ser prejudicial a esses, oprimindo e obrigando-os, nos dias de hoje, a conviverem com as sequelas desse pecado capital.

Criadas com o intuito de quebrar barreiras geográficas entre os indivíduos, as mídias sociais tomaram rumos diferentes ao atuarem como meio propagandístico, principalmente voltado ao culto a forma física. Tais propagandas ditam o modelo de corpo e/ou rosto ideais e para se encaixar nessa nova concepção de sociedade, o ser humano precisa estar de acordo com os padrões impostos por elas. Devido a isso, muitos se submetem a procedimentos de beleza imediatos, a fim de serem aceitos.

Porém, juntamente com esses procedimentos, os indivíduos precisam lidar com a possibilidade de erros, muitas vezes irreversíveis, causando danos físicos e também psicológicos. Um exemplo disso é o mito de Narciso, que tem como moral a prejudicialidade da vaidade em excesso. Sendo assim, a busca pelo físico ideal pode deixar sequelas, além de excluir o sequelado dos meios sociais.

Destarte, o culto a forma física no século XXI acaba por oprimir os indivíduos e para mudar esse cenário é necessário primeiramente que haja a anulação de “padrão de beleza” pelas mídias sociais, cultuando o físico como ele quer que seja, magro, gordo, alto, baixo, etc. Além disso, já na educação infantil deve-se estimular a aceitação, mostrando à criança que ela se socializará de acordo com seus atos e virtudes e não por sua forma fisíca.