Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI

Enviada em 01/09/2021

Na Grécia Antiga, havia uma supervalorização do corpo e da simetria cultuando assim uma “beleza ideal”. Paralelamente,apesar de séculos passados, no século XXI o culto à beleza tem se tornado cada vez maior,deixando assim de ser apenas uma valorização da autoestima e tornando-se uma obsessão ,que assola principalmente o sexo feminino. Dessa forma,fatores como: a inserção de padrões de beleza e o consumo exarcebado corroboram com a piora do imbróglio.

Em primeiro plano, a imposição de padrões de beleza é um dos principais causadores dessa obsessão.Na série “Ginny e Geórgia”, a personagem Abby usa fitas adesivas debaixo das roupas,para parecer mais magra e,consequentemente,se sentir mais bonita. Analogamente,embora que trate-se de uma obra ficcional,diversos indíviduos,especialmente do sexo feminino, passam por situações como a de Abby,tendo em vista que na sociedade hodierna o corpo magro é sinônimo de beleza -padrão reforçado pelos meios midiáticos através de comerciais ou novelas,por exemplo- o que faz com que as mulheres se sintam na obrigação de acompanharem esse ideal de beleza para se sentirem encaixadas no corpo social.Assim,essa busca incessante pelo “corpo perfeito” pode acarretar problemas como transtornos alimentares ou distorção de imagem,tornando elucida a necessidade de atenuar a inserção de padrões.

Além disso,o consumismo contribui com o culto excessivo à beleza. Nesse viés,convém frisar o papel do capitalismo -instaurado após o fim da Guerra Fria-na persistência do impasse,tendo em vista que ele consolidou a visão de lucro como o principal objetivo do homem. Dessa forma,propagandas que incentivam a padronização estética são extremamente frequentes,para que,com isso,os produtos que teoricamente promovem tal perfeição exibida -como por exemplo gel emagrecedor,cintas- sejam cada vez mais vendidos e a finalidade proposta pelo sistema capitalista seja atingida,o que resulta em mulheres insatisfeitas com o próprio corpo. Desse modo,essa insatisfação corporal tem como consequência uma “escravidão’’ estética,logo prejudicando diretamente a autoestima das pessoas afetadas.

Faz-se mister,portanto,que medidas sejam tomadas para mitigar o imbróglio supracitado. Para tanto,é indubitável que a Mídia,instrumento de ampla abrangência,por meio de campanhas publicitárias que promovam a representatividade,incentive a autoaceitação -através da exibição de corpos de todos os tipos,por exemplo- a fim de acabar com os padrões de beleza. Ademais,o Ministério das Comunicações,deve filtrar comerciais que são responsáveis pela imposição dessa beleza inalcançável,afim de atenuar o consumismo e,consequentemente,esse culto à beleza.