Liberdade ou opressão? O culto à forma física no século XXI
Enviada em 22/07/2022
No mito da Caverna, escrita por Platão, fala sobre prisioneiros que vivem presos em correntes numa caverna e que passam todo tempo olhando para a parede do fundo que é iluminada pela luz gerada por uma fogueira, nesta parede são projetadas sombras de estátuas representando pessoas, animais, plantas e objetos, mostrando cenas e situações do dia a dia. Este mito explica a situação da sociedade, mostrando como vivemos em um mundo de mentiras e como somos facilmente controlados por ele, de como fomos criados de uma forma tão grotesca, que nos tornando ignorantes e preconceituosos impedindo, assim, que tenhamos o conhecimento da verdade.
Vivemos constantemente em um controle social, onde devemos mediar nossas atitudes e falas com o padrão que a sociedade impõe, observa-se muitos no padrão de beleza, tanto feminino quanto masculino, tendo um padrão de perfeição e como alcançá-lo, um padrão do que te faz ser mais inteligente que outros. Somos moldados desde o nosso nascimento, para tornamos “boas pessoas” ou “pessoas perfeitas”, sendo que elas não existem, são coisas implantadas para poder sermos diminuídos ou dar direito para nos diminuir, apesar de hoje em dia esse padrão estar “caindo”.
Somos tomados por um controle social tão forte, que é sublime ver pessoas que realmente enxergam a verdade e querem tanto mostrá-la ao mundo, mas sempre são taxas como loucas ou dementes, só pelo fato de terem a mente aberta para uma nova realidade. Essas pessoas são representadas no mito da Caverna, quando um dos prisioneiros consegue se soltar e ver a verdadeira e fascinante realidade, tentando, assim, mostrar ela para os seus companheiros, mas sendo ignorado e considerado um alienado. O controle social é descrito no mito pelas sombras, as sombras que hipnotizam os prisioneiros, e a mentira que controla a sociedade.