Limites devem ser impostos no mundo das artes?

Enviada em 24/10/2019

Desde a Pré-História, com os primórdios da humanidade e seus desenhos em paredes de cavernas, o homem utiliza-se da arte como meio de expressar determinada ação, ideologia e pensamentos. Posto em análise as questões que englobam essa problemática, é evidente que a presença de demonstrações artísticas durante toda a humanidade, tornou a arte um meio de representação e exteriorização de ideias e sentimentos dos indivíduos, podendo ser de forma irônica, metafórica ou realista.

É indubitável que a arte tornou-se um objeto de importância social, construindo um meio de provocar questionamento e reflexão nas pessoas. Nesse contexto, é importante enfatizar que tornou-se caminho para o desenvolvimento de várias questões ideológicas, tendo em vista que serve como instrumento de análise filosófica para problemas enfrentados no mundo contemporâneo. Diante disso, é válido analisar que a sociedade ainda mostra-se relutante no que diz respeito a expressividade do mundo das artes, visto que algumas amostras artísticas são fortemente atacadas por saírem do padrão estipulado pela sociedade. Um exemplo disso ocorreu em 2018, em que a exposição “Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira”, realizada pelo Banco Santander foi censurada por sair dos padrões sociais.

Além disso, é apropriado salientar que segundo Albert Eisnten, a menos que os indivíduos mudem sua maneira de pensar, não serão capazes de resolverem problemas causados por eles mesmos. Dessa forma, é de suma importância que a sociedade reflita sobre a relevância que as expressões artísticas têm e como elas podem auxiliar no processo de saída do conformismo e alienação social, além de implantar questionamentos sobre questões sociais vigentes no mundo contemporâneo.

Portanto, é notória a questão da arte e sua relevância social. Logo, vê-se necessário que o Ministério da Cidadania crie campanhas que incentivem o uso da arte como meio de expressividade social, além de incentivar a reflexão sobre o quão significativa essa demonstração torna-se para a evolução dos indivíduos isolados e em sociedade. Ademais, o Ministério da Educação deve implementar as aulas de arte oferecidas na grade curricular de escolas públicas, estimulando, desde de cedo a busca por questionamentos de temáticas imprescindíveis para o desenvolvimento social e humano da população, implantando o interesse e o saber nas novas gerações. Com isso, objetiva-se a construção de uma sociedade menos alienada e mais questionadora utilizando-se a arte como meio de expressão.