Limites devem ser impostos no mundo das artes?

Enviada em 16/03/2020

No livro do artista Tolstói, ele afirma que a  boa arte é compreensível por todos. Em comparação, o questionamento sobre demarcar ou não a arte pode ser a consequência da falta de entendimento do exposto em um quadro, por exemplo. Assim, a obra artística não pode ser limitada pois a liberdade de expressão é importante e muitos julgamentos são impulsivos.

A princípio, pode-se dizer que o fazer artístico tem um papel social. Isso porque, serve como forma de crítica social e denúncia de mazelas. Ademais, quando a expressão de um pintor é delimitada as classes sociais mais inferiores podem perder a única voz que ainda fala por elas. A não intervenção na música, nos quadros, nas esculturas e outros possibilita a, constitucional, liberdade de expressão. Ainda, os Direitos Humanos prevê a todos os cidadãos o direito livre de suas ações desde que não interfira no outro ser. Logo, é preciso manter a execução da lei presente, também, no âmbito da arte.

Além disso, tem-se como um outro ponto dessa problemática a compreensão incompleta da obra. Isso promove abertura para julgamentos baseados em uma análise superficial. Como é o caso da obra “A fonte” do artista Duchamp, a qual na época provocou nos telespectadores enorme espanto devido ao não convencionalismo do mictório no salão. Em contraste, atualmente, tal obra não gera tanta estranheza, pois o ser conseguiu digerir o conceito da exposição. Dessa forma, cabe ao público buscar a compreensão da arte.

Portanto, é preciso que a arte não seja limitada. Para isso, o Poder Público, como garantidor do bem-estar social, deve garantir a liberdade de expressão, por meio da repreensão de qualquer tipo der censura, para que o fazer artístico cumpra sua função de denúncia. Concomitantemente, o telespectador, como agregador à obra, precisa buscar o entendimento completo da arte, por intermédio de pesquisas e análise de quadros, esculktura e outros, objetivando o consumo artístico sadio. Dessa maneira, o mundo terá aos seus olhos a boa arte conceituada por Tolstói.