Limites devem ser impostos no mundo das artes?
Enviada em 04/03/2020
Platão, filósofo grego, considerava a produção artística como algo ínfimo, sem valor algum. Hoje, no entando, embora haja um consenso que a arte tem significativa importância na sociedade, nota-se que sobre ela, frequentemente, tem havido imposições limitantes acerca da forma de expressão. Desse modo, é indubtável que sejam levantadas questões sobre as formas de expressão e quanto à legislação que vigora sobre o assunto.
Primeiramente, vale ressaltar que a obra de arte, por ser capaz de exprimir diversas interpretações, por vezes, pode gerar uma perspectiva negativo nas pessoas. Van Gogh, por exemplo, foi um pintor holandês que, durante seu tempo, foi incompreendido, chegando a ponto de ser considerado louco, o que culminou em sua internação num hospício. Sabe-se, no entanto, que suas obras são importantíssimas para compreensão social da época. Devido a isso, os preceitos limítrofes artísticos devem ser reavaliados.
Outrossim, deve-se pensar sobre as questões que norteiam a classificação etária para determinados eventos. Sob tal ótica, vê-se que, ainda que exista idade estipulada para que se possa inferir a qual público está destinado certo entertenimento, isso não ocorre para amostrar de artes. Devido a isso, revisar as questões legislativas voltadas à exibição em casas de amostras é de suma importância.
Em síntese, torna-se evidente que, devido a grande complexidade no que tange ao vasto universo artístico, é necessário que o Poder Legislativo empenhe-se para expandir a norma acerca do limite de classificação etária até os museus artísticos, com objetivo de fornecer liberdade de escolha aos indívíduos que fazem gosto de determinadas exposições, sem necessidade de censurar tais eventos. Assim, entendimentos distintos sobre a problemática serão solucionados e a arte poderá expressar-se em seu tempo, contrário ao que ocorreu com Van Gogh.