Limites devem ser impostos no mundo das artes?

Enviada em 12/03/2020

Michelangelo di Lodovico foi um dos célebres pintores do século XV e XVI que retratava em suas contendas obras as concepções de crenças de seu tempo e findou revolucionando a história da arte, mas não pelo caráter provocativo que as obras poderiam assumir, e sim pela beleza e inovação inerente de suas técnicas. Exposto isso, é observável que atualmente a maioria dos artistas deixaram de representar em suas obras a materialização de beleza dos pensamentos humanos e, por conseguinte, passaram a expor, em nome da arte, a transgressão ao respeito pelos padrões de valores vigentes socialmente.

Dito isso, nos tempos modernos, na contramão dos modus operandi dos artistas do século XV e XVI, o homem passou a ser o centro de tudo, doravante, os mesmos deixaram de retratar em suas produções artísticas o ideal metafísico da beleza que acreditavam transcendê-los. Por essa razão, vê-se atualmente expressões artísticas que tentam de maneira inadequada causar comoção social sobre temas vivenciados no dia a dia das pessoas. A prova disso são as exposições artísticas como a do ‘‘Queermuseu’’ - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira’’, em que o vilipêndio às crenças religiosas e a incitação ao estupro foram reconhecidas como fator marcante das obras.

Visto isso, pode-se ainda frisar a apresentação equivocada da arte como catalisadora de novas reflexões nos dias atuais. A arte sempre foi produzida por vários motivos, no entanto, a representação da realidade e a provocação social sempre se deu de maneira harmônica, isso é, sem a destruição das estruturas que sustentam a sociedade moderna, que é a família ortodoxa e a consciência coletiva. Contudo, o que se vê atualmente é a degradação de tais estruturas pela apresentação de temas sexuais ao público potencialmente infantil, como ocorreu na exposição “Queermuseu”, realizada pelo banco Santander.

Portanto, cabe aos Estados, por meio de leis e de investimentos, com um planejamento adequado, estabelecer políticas públicas efetivas que exercem parâmetros legais no qual devem ser respeitados por artistas, e ao Ministério da Educação que implementem no calendário escolar o ensino sistemático de arte em escolas públicas, com o objetivo de incitar a análise de elementos que compõem obras historicamente reconhecidas, instigando, consequentemente, a produção de algo equivalente futuramente no território nacional. Ademais, o Ministério da Cultura deveria desenvolver mecanismos que instruíssem os artistas a criarem obras sem ideologias destruidoras das ordens sociais vigentes, pois somente dessa forma construiria-se um ambiente artístico cuja arte seria enxergada como um agente de reflexão transcendental.