Limites devem ser impostos no mundo das artes?
Enviada em 15/03/2020
Na série televisível “house”, no ultimo capítulo de sua sétima temporada , apresenta a discussão sobre os limites no mundo da arte. A paciente de House, “Afsoun Hamidi”, é uma artista, que em suas exposições, o público tem a liberdade para fazer o que desejar com ela, inclusive, atear fogo em seu corpo. Nesse episódio é nítida a importância de existir um bloqueio nos meios artísticos contemporâneos para o bem comum. Fora da Ficção, esse assunto também é extremamente recorrente, devido a atitudes artísticas que fogem, violam ou desrespeitam as metas da arte; resultado da desvinculação entre o ser social e cultural, levando a uma série de ofensas a pessoas que não compartilham da mesma noção de arte.
Primeiramente, é extremamente visível o quão inverso está o fator sociocultural nas expressões artísticas. A arte existe desde os primórdios do desenvolvimento humano, inicialmente utilizado para suprir seus necessidades de sobrevivência, como utensílios e cozinha e inscrições em cavernas. Com o passar dos séculos e milênios, o homem foi moldando sua forma artística de acordo com as expressões culturais ou sociais existentes. Atualmente, as manifestações levam em consideração apenas um dos dois fatores, ou seja, quando a obra prioriza o primeiro, desrespeita o outro reciprocamente.
Consequentemente, conflitos em virtude de desvinculações é nítido. Na obra do “santander cultural” (Ocorrido no museu da arte moderna, localizado no parque Ibirapuera em são paulo), é colocado a exteriorização do corpo humano, em que, um homem era exposto, despido de roupa, para a observação dos espectadores. Essa composição, leva em conta apenas a causa cultural, dado que, queriam manifestar a banalidade do corpo. Gerando discórdias com os setores sociais, como a família tradicional, em que sua tradição e costumes, é contra a ideia dessa exibição.
Portanto, é inaceitável que a situação continue como está, sendo mister que medidas sejam tomadas pelo estado para superar o impasse. Para que as obras artísticas tenham um limite sociocultural imposto, e assim, diminuir os conflitos, urge que o Ministério da Justiça e da Segurança Publica faça uma remodelagem no setor que fiscalize as apresentações públicas, por meio da criação de um órgão especializado, que formule um limite que tenha como base a íntima relação entre civilização e as etnias. Além disso, vincular com todos os meios de comunicação, em apoio com a comunidade em geral , fazendo com que, quando surgir alguma reclamação decorrente do extrapolamento dos limites impostos, o corpo responsável possa agir rapidamente, evitando assim, maiores conflitos.