Limites devem ser impostos no mundo das artes?
Enviada em 11/03/2020
Arte é, fundamentalmente, um meio de expressão livre advinda da execução da atividade humana, é inconstante e, quase sempre, questionadora. Desde a idade pré histórica a mesma impacta e descreve gerações e suas tendências. Entretanto, o caminho que pode render grandes marcos, também pode acarretar em conflitos éticos e sociais, muitas vezes não só pelos questionamentos, mas pelas diferentes interpretações dadas através dos telespectadores da arte.
Hodiernamente, o acesso a informação promove a maior disseminação tanto da arte, quanto da leitura por trás dela. Portanto, as mídias sociais trazem-na a um novo patamar, antes desconhecido, o que pode gerar receio e angústia, quanto a um descontrole do que pode ou não ser tido como arte.
Faz-se mister salientar que, quando cita-se imposição de limites, o foco volta-se para divisão entre o certo e errado, ou ainda, rotulando entre aceitável ou proibido e , sendo assim, tornando-se controverso ao sentido do que é ser arte. Ao mesmo tempo em que a preocupação é proteger os limites éticos, vale ressaltar que cada ponto de vista é reflexo da vivência e contexto de vida de cada um, demonstrando que tangenciar um limite além de difícil , torna-se arriscado.
Infere-se, portanto, que o Ministério da Cidadania em conjunto aos órgãos midiáticos, pode atuar de maneira a reduzir os impactos negativos de uma dada obra de arte, que seja de visibilidade duvidosa ou repercussão negativa, sem desvaloriza-la ou rotulá-la, atuando juntamente aos seus criadores e estudando possíveis táticas para manter a arte acessível àqueles que compactuam da idéia desta, sugerindo classificações de faixa etária ou até mesmo resumindo o que é exposto , previamente ao acesso desta, ficando a cargo individual a escolha de acesso ou não ao pensamento livre explanado nesta arte.