Limites devem ser impostos no mundo das artes?
Enviada em 12/03/2020
O movimento Arte Degenerada criado por Hitler para a destruição de obras artísticas, na Alemanha, que iam de encontro aos costumes arianos, foi um dos maiores marcos de violência presenciado no mundo das artes. Essa realidade, hodiernamente, pouco foi mudada, o que é preocupante, visto que há uma intrínseca falta de conhecimento e de liberdade de expressão no que tange ao conteúdo artístico. Diante disso, ONGS e Estado devem resolver esses fatos.
Em primeiro plano, é importante compreender as transformações no conceito de arte ao longo da história. Inicialmente, a arte greco-romana buscou em sua essência humanista a valorização do equilíbrio e da harmonia para configurar a mímese, representação da realidade. No entanto, esse conceito estético ao longo do tempo foi se alterando, sobretudo com as vanguardas, que conduziram outro significado para a arte, a prejudicar a liberdade de expressão.
Ademais, pode-se afirmar a arte não possui sua plenitude democrática, mas, sim, exprime limites sociais. Sob esse viés, segundo o psiquiatra Carl Jung, a forma de pensar e as atitudes da população são baseadas na herança cultural. Nesse contexto, de inconsciente coletivo, observa-se que ao longo do tempo inúmeros dogmas foram impostos como valores a serem seguidos, fato que prejudica o comportamento da livre expressão.
Destarte, urgem ações para que o mundo das artes contemple seu estado democrático de direito. Para isso, ONGs engajadas nas questões sociais devem promover, nas redes sociais, a criticidade da arte contemporânea como forma de representação do tempo e do espaço por meio de vídeos elucidativos, estes devem ter a participação de artistas para suscitar credibilidade ao interlocutor. Por fim, o MEC precisa criar um programa nacional escolar que vise a profissionalização como também a introspecção que a arte oferece, a ser feito pelos trabalhos interdisciplinares que auxiliam na compreensão da arte atual. Assim, os alunos promoverão uma herança cultural diferente da proposta por Jung.