Limites devem ser impostos no mundo das artes?

Enviada em 13/03/2020

A arte é uma grande produtora e transmissora de sentimentos, culturas, costumes e críticas, podendo estar representada através de diversos meios, como em cinemas, teatros, pinturas, músicas, entre outros. Atualmente, no Brasil, enfrenta grandes conflitos ideológicos relacionados a questões éticas e morais. No entanto, a arte deve ser ilimitada, de modo com que a liberdade ideológica e artística sejam garantidas.

Ao longo dos séculos, a arte demonstrou importantes papéis que revolucionaram a história e formação ideológica no mundo, provocando reflexões acerca das questões éticas e morais conservadoras presentes no decorrer dos anos, deixando o seu papel inicial de uma mera busca pela idealização de beleza e harmonia desenvolvidas pelas potências greco-romanas.

Segundo a  Constituição Federal Brasileira, não deve existir censura ou licença contra a liberdade artística, em que é livre a exposição do autor frente ao conceito de arte, desde que os direitos humanos não sejam feridos ou violados. Assim, tal liberdade é extremamente importante para a ruptura de ideologias morais dominantes frente a diversos temas, como sexualidade e religião, sendo uma importante libertadora contra os padrões expostos.

O papel da arte é possibilitar o contato ao indivíduo sobre distintas culturas, costumes e opiniões, proporcionando, assim, a reflexão, atingindo ideologias mais justas e igualitárias frente a atual sociedade, ou seja, revolucionando pensamentos coletivos e, sobretudo, a história de uma nação, deixando os antigos conceitos sociais sobre ética e moral até então descriminadas pelas classes majoritariamente dominantes.

Com isso, pode-se concluir que a arte é fundamental para a dissipação de distintas culturas, costumes e ideologias revolucionárias à sociedades ainda presas à questões éticas e sociais estabelecidas ao longo da formação das nações. Porém, para a sua total fluidez, o combate ao cercamento artístico é necessário, cabendo, assim, ao Estado estabelecer legislações cabíveis a liberdade artística, além de um maior investimento em institutos educacionais de modo a proporcionar maiores reflexões relativas aos atuais meios artísticos e suas posições.