Limites devem ser impostos no mundo das artes?
Enviada em 17/03/2020
Segundo o pensamento do filósofo Claude Levi- Strauss, a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como os eventos históricos e as relações sociais. De maneira análoga, em 1516, na obra ‘’Utopia, o escritor inglês Thomas More, se destacou no campo literário, ao narrar uma sociedade coesa e equitativa. Não obstante, no Brasil, percebe-se o contrário, um exemplo disso são os limites que devem ser impostos para o mundo das artes, que tem como alicerce não somente a inviabilidade dos movimentos artísticos, mas também a exposição de obras que desrespeitam gêneros e pessoas. Sob esse aspecto, convém a causa do problema em questão.
Em primeira instância, vale destacar que as palavras presentes na bandeira do país - ordem e progresso -, retratam os objetivos da nação. Para avançar é mister que ocorram ações baseadas na empatia e no bem geral. Contudo, segundo a visão de Levi Strauss, nota-se que a arte é um exercício contínuo de transgressão, desde o surgimento das vanguardas européias. Por conseguinte, inúmeros são os problemas enfrentados pela sociedade, haja vista que existem obras que não respeitam as diferenças. Nessa perspectiva, ocasionam conflitos no meio artístico que é provocado pela negligência social.Desse modo, a falta de políticas públicas propiciam ao individuo o sentimento de vulnerabilidade. Em segunda instância, faz-se mister, ainda, salientar que a falta de investimentos na educação artística é um grande impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é características da modernidade líquida vivida no século XXI. Nesse contexto, a crise do sistema educacional é um precursor dessa ineficácia, que por sua vez, formam cidadãos capazes de produzirem obras que não respeite os direitos humanos. Diante de tal, medidas precisam ser tomadas para que ocorra harmonia entre a expressão artística e o respeito aos anseios da sociedade.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Logo, afirma o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Para isso, cabe ao Estado em parceira com o Ministério da Educação, principal regência que ergue esse setor, investir em educadores artístico no ambiente escolar, com intuito de ampliar o acesso as artes, visando à formação de mentes pensantes, através de verbas governamentais, como também a criação de um órgão responsável, para que, além de promover o prestigio social, fiscalizem obras de artes. Assim, a partir dessas ações, será possível voltar a Utopia e garantir uma visão inovadora para o nosso cotidiano.