Limites devem ser impostos no mundo das artes?
Enviada em 16/03/2020
A arte é e sempre foi uma forma de manifestação humana, seja ela pessoal ou representando todo o pensamento de uma época. Na Antiguidade, ela representava o cotidiano e figuras religiosas; entre a época da Grécia e Idade Média, trazia todo o virtuosismo técnico de obras realistas, e a partir do século XX, com os avanços do mundo, o Modernismo foi concebido e a arte passou a ser mais pessoal e abstrata.
O Dadaísmo e o Expressionismo, com obras “Ready Made” de Marcel Duchamp, o quadro “O grito” e as exposições da “Semana da Arte Moderna” são bons exemplos de manifestações artísticas que trazem tanto o pensamento de época quanto o pessoal.
Porém, quanto mais pessoais são essas manifestações, mais brechas se abrem para divulgações ofensivas. Pensamentos preconceituosos podem ver na “livre manifestação artística” uma proteção à punições e críticas. A arte tem o poder de ser usada no contra repressões ideológicas, e não a favor delas.
Expressões artísticas não podem perder o seu tom acusatório contra autoridades, mas também não podem ser ferramentas destes. Limites não podem ser aplicados, uma vez que esses podem ser usado como método de repressão - assim como aconteceu na época da ditadura militar brasileira-.
Por isso, é de fundamental importância que o MEC (Ministério da Educação) atue na educação e visão artística de crianças e adolescentes. O Estado deve incentivar exposições e instalações, estudo sobre obras famosas e grandes movimentos artísticos e seus impactos sociais, tudo dentro do ambiente escolar.
Assim, os jovens da nova geração terão capacidade de compreender a mensagem artística e distinguir aquelas que são uma verdadeira expressão e as que são apenas um ataque ideológico.