Limites devem ser impostos no mundo das artes?
Enviada em 13/04/2020
No século XV os artistas como Leonardo Da Vinci, em suas obras, retratavam as crenças de seu tempo e por conseguinte revolucionaram a história da arte, sem necessitar de utilizar um caráter provocativo em suas obras, mas por suas técnicas e a beleza. Entretanto, é visível que a maioria dos artistas brasileiros abandonaram esse conceito, e, hoje utilizam a arte como forma de transgredir e provocar, promovendo o desrespeito. Inquestionavelmente, é de conhecimento geral, que, a arte é necessária a formação do indivíduo pela sua criticidade, que, faz com que ele abra sua mente para outras possibilidades e opiniões. E, ao longo do desenvolvimento humano, foi utilizada como forma de comunicação e fuga da realidade. Porém, a arte como conhecemos hoje está muito mais banalizada pelos próprios artistas fugindo de seu objetivo principal.
Não obstante, segundo declaração do filósofo Carlos Nougué “A arte deve propender ao bom e ao verdadeiro mediante o belo e afastar do mau e falso mediante o horrendo” é notório que muitos artistas atuais não têm essa visão e em suas obras acabam por desrespeitar pessoas causando a sensação do “horrendo”. Prova disso é o que ocorreu na exposições do “Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira” em que muitas obras escarneceram crenças religiosas e incitaram o estupro.
Dessa maneira, o Funarte, órgão federal responsável pela arte do Brasil, deve propor uma lei para ser apresentada na Câmara dos Deputados a qual deve restringir os artistas de produzirem obras que de alguma maneira prejudiquem ou desrespeitem um certo grupo de pessoas, e, proíba a utilização da imagem de crianças em obras, para que assim essas sejam preservadas.