Limites devem ser impostos no mundo das artes?

Enviada em 29/06/2020

O incêndio no museu de Nacional do Brasil em 2018 queimou centenas de obras que eram guardadas em seu acervo, nas quais eram retratadas períodos históricos e como era a vida antes de como é hoje. A banalização da arte sem limite fez com que museus, como o do Rio de Janeiro, sejam sucateados, reconhecer a arte em seu tempo é fundamental para que se entenda qual é sua razão e seus limites.

Primeiramente, é preciso entender que arte é algo fluido, que muda ao passar dos anos. A questão atual que realmente deve ser dialogada é se existe um ponto no qual as coisas deixam de ser arte e são apenas coisas; nas vanguardas europeias existiam movimentos artísticos que pegavam objetos, posicionavam e aquilo era arte, ou melhor, antiarte.O Dadaísmo foi um movimento artístico que precisou , naquela época, mostrar para o mundo que não existe somente a arte com pinceladas clássicas. Tudo poderia ser arte.

Em um segundo pensamento, é necessário entender que, ao mesmo tempo em que tudo é arte, tudo pode não ser. O Dadaísmo ,como já citado, tinha um movimento por trás, existia sentido em não ser clássico, em não ser “bonito”. A arte não são só quadros ou esculturas, ela é acompanhada de movimentos sociais que promovem uma reflexão da sociedade, e para ela, acerca daquela expressão artística dentro do local em que ela é inserida.

Dessa forma, reconhecendo os períodos do mundo e a importância da cultura como formador de conhecimento. Cabe ao Ministério da cultura promover ações e dias de visitações gratuitas abertas ao publico, além de injetar verba para restauração de patrimônios culturais. Para que se regrida o processo de sucateamento dos museus brasileiros gerando maior interesse e conhecimento sobre o limite das artes.