Limites entre a liberdade de expressão e o politicamente correto
Enviada em 26/09/2021
Com o advento da Revolução Francesa abriu-se o debate sobre liberdade e igualdade dos homens na sociedade. Hoje, apesar de esse processo histório ter possibiltado a liberdade de expressão e inúmeros avanços sociais, culminou no discurso de ódio e desrespeito das diferenças como manisfestação de pensamento, representando um problema que deve ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade. Nesse sentido, convém analisar a negligência governamental e a falta de conhecimento perante o assunto como os principais responsáveis pelo quadro.
Em primeiro lugar, é indubitável que o descanso do governo está entre as causas do impasse. Nesse horizonte, segundo o filósofo Thomas Hobbes, “É dever do governante assegurar o bem-estar de todos os cidadãos”. Esse pressuposto permite afirmar que, se o Estado não fizer políticas públicas que garantam a responsabilização e a penalidade de pessoas que praticam a violência do discurso, muitos brasileiros continuarão sendo vitímas do preconceito, da violência e da manifestação do ódio. À vista disso, é interessante ressaltar que, muitas vezes, o governo não incentiva, de forma eficaz, a fiscalização das ofensas e dos desrespeitos propagados, o que faz com que a externação de pensamentos que violam a integridade física e mental dos cidadãos persistam na sociedade. Dessa maneira, muitos indivíduos têm seus direitos negados e violados.
Outrossim, conforme Sócrates, “Os erros são consequência da ignorância humana”, logo, o desconhecimento em relação às consequências da expressão desrespeituosa contribui, diretamente, na problemática. Dessa forma, é válido destacar que a escola, principal instituição de formação social e do pensamento crítico, não recebe governamental suficiente para abordar o assunto dentro da sala de aula e o resultado desse fato é a formação de jovens alienados aos problemas sociais. Por consequência, não observam e compreendem os perigos da expressão preconceituosa e, assim, não lutam pela resolução do empecilho. Então, clichês e estereótipos de minorias sociais são reproduzidos de forma natural e irresponsável.
Diante dos fatos mencionados, é necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para livrar o Brasil dessa questão. Posto isso, é dever do Ministério da Educação, por meio de incentivo e investimento escolar, aumentar a carga horária do aluno dentro da sala de aula. Deve-se, então, elaborar um plano que coloque em evidência a importância do debate sobre o limite entre liberdade de expressão e o politicamente correto, de modo que o primeiro passo seja colocar o problema nos livros didáticos, para o assunto ser devidamente estudado e, assim sendo, aumentar a criticidade dos cidadãos em relação ao tema. Dessa forma, tem-se um país mais plural e significativo.