Limites entre a liberdade de expressão e o politicamente correto
Enviada em 21/10/2019
Pensamento Padronizado
De acordo com o relatório da Agência de Expressão, o Brasil foi o segundo país em que as garantias para a livre opinião mais decaíram nos últimos três anos. Apesar do conceito de liberdade estar consubstanciado no princípio de sociedade contemporânea, a adesão atual da convicção de “politicamente correto” está corroborando para uma limitação do livre intercâmbio de ideias. Esse cenário desafiador demanda a adoção de medidas por parte dos poderes públicos internacionais e de instituições formadoras de opinião, a fim de garantir que o poder de manifestação de pensamento seja assegurado.
Em primeira análise, é lícito postular que a liberdade de expressão é assegurada pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. No mundo atual, entretanto, há uma discrepância entre o que é defendido pelo documento democrático ideal e a realidade. Uma vez que um grupo proíbe o que não o agrada, o “politicamente correto” se torna um instrumento intimidador do debate aberto, estimulando assim, a impossibilidade de uma análise crítica e promovendo um pensamento padronizado comunitário. Além disso, inviabiliza o progresso de uma sociedade livre, com potencial racional capaz de solucionar problemas.
Ademais, segundo Martin Luther King, a injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo o lugar , o que evidencia a importância no cumprimento das leis que proporcionam o livre pensamento e a manifestação deste. Mesmo com ampla relevância, diante de atual persistência da criação de uma sociedade robô com pensamentos uniformes, a exemplo do governo de Nicolás Maduro, futuramente será infactível o desenvolvimento do indivíduo por meio de raciocínio lógico criado através de questionamentos e diálogos.
Portanto, a fim de garantir a manifestação do direito democrático de opinião, cabe aos poderes públicos promoverem informes educativos mediantes as redes sociais sobre as consequências da censura e da importância do debate aberto. Outrossim, cabe às escolas garantir por meio de palestras entre pais e alunos o devido incentivo de amplos diálogos entre o núcleo familiar, possibilitando uma reflexão quanto ao respeito às diferenças de convicções.