Limites entre a liberdade de expressão e o politicamente correto
Enviada em 08/03/2020
De acordo com o sofista Protágoras de Abdera, o homem é a medida de todas as coisas. Mediante a isso podemos associar o pensamento do filósofo ao choque recorrente entre a liberdade de expressão e o politicamente correto. Tal fato dá-se não comente pelo desconhecimento do brasileiro à cerca do real significado desses termos mas também a ausência de uma lei que trate especificamente sobre esses casos.
Segundo Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir. Diante a isso, torna-se possível compreender que o desconhecimento desses termos por grande parte dos brasileiros, induz ao erro de acreditar que exercer o direito de se expressar está isento de travas morais e éticas as quais esbarram no politicamente correto, esse, de grande utilidade para filtrar discursos desprovidos de empatia e respeito a opinião do próximo.
Outrossim, em consonância com o filósofo Protágoras, não há uma verdade absoluta, fato que inviabiliza a existência de uma opinião completamente correta. Logo, fica evidente que a demanda por uma lei que assegure especificamente o direito das pessoas de expressarem as suas verdades sem que interfira no direito de outrem, acaba por autorizar casos de discursos dotados de ódio e prepotência.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade do Governo Federal de intervir nesse problema. Por intermédio de pautas escolares, o Ministério da Educação deve disseminar cada vez mais o conhecimento da ética para os estudantes e toda a rede de ensino do país. Bem como este, o Poder Legislativo deve propor a rigidez de leis vigentes as quais possam punir indivíduos que utilizam da liberdade de expressão para propagar discurso e ódio, para que assim, o brasileiro seja capaz de exercer a liberdade de expressão de forma exemplar.