Limites entre a liberdade de expressão e o politicamente correto
Enviada em 11/08/2020
Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos, realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, é direito de todos os cidadãos a liberdade de expressão tangente ao respeito de todas as culturas, logo, não se pode fazer distinções por: raça, cor, gênero, cultura e afins. Desse modo, é evidente que toda opinião omitida não possui limites, desde que não seja ofensiva à uma população. Contudo, a falta de entendimento dos diferentes estratos sociais sobre quais pensamentos são preconceituosos e quais não são pode gerar censuras, dado que determinadas opiniões que respeitam os direitos humanos são classificadas como ofensivas. Portanto, intervenções, a fim de estabelecer limites entre a liberdade de expressão e o politicamente correto, são necessárias.
Em primeiro plano, nota-se como a sociedade moderna possui raízes marcadas por preconceitos, uma vez que negros foram escravizados no passado, mulheres não tinham os mesmos direitos que os homens, e tradições africanas foram proibidas (a exemplo do que ocorreu no Brasil). Entretanto, muitas dessas camadas sociais conseguiram obter direitos fundamentais, como a abolição, por lei, da escravidão, realizada por países latinos no século XIX. Porém, a busca pelo fim dos preconceitos pode estar ausente de racionalidade, de modo que opiniões legítimas são consideradas ofensivas, o que resulta em censuras e, consequentemente, desrespeito à liberdade de expressão.
Diante deste cenário ausente de identificação do que é uma opinião que respeita os direitos humanos, as principais consequências são: indivíduos com ideias preconceituosas e censura ao direito de se expressar corretamente. Por conseguinte, tais resultados ocorrem devido ao fato de determinados cidadãos não saberem o que é ofensivo, enquanto outros são julgados, injustamente, por transmitirem mensagens comuns. Assim, medidas, com o objetivo de tornar explícito à população os limites entre a liberdade de expressão e o politicamente correto, são essenciais.
Em síntese, as escolas devem, por intermédio de professores e pedagogos, realizar atividades que mostram aos alunos a importância de se conviver com o próximo, independente de suas diferenças, ação que vai reduzir o número de cidadãos preconceituosos e, consequentemente, opiniões ofensivas. Além disso, a ONU deve oferecer palestras virtuais gratuitas, por meio de sociólogos e especialistas do tema, sobre como a liberdade de expressão pode ser usada de maneira justa, atitude que vai facilitar a identificação ideias que respeitam os direitos humanos e diminuir censuras inadequadas. De acordo com essas intervenções, os limites entre liberdade de expressão e politicamente correto devem se tornar evidentes à sociedade.