Limites entre a liberdade de expressão e o politicamente correto
Enviada em 23/03/2021
A frase “eu discordo do que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-lo”, pode ser caracterizada como a melhor definição da liberdade de expressão. Já que é muito simples compreender as ideias e as opiniões de quem pensa da mesma forma, porém é muito mais difícil aceitar os pontos dos quais discorda-se.
No Brasil tem se visto um aumento de pessoas que não concordam umas com as outras, e uma crescente vontade por parte das pessoas de reprimir expressões que são consideradas desrespeitosas e preconceituosas.
Em casos extremos as pessoas acabam agredindo umas às outras através de xingamentos, túmulos e contatos físicos. Mesmo que as intenções dessas pessoas sejam boas, uma hora ou outra a situação acaba ficando desproporcional, acabando com o direito de liberdade de expressão das pessoas.
Para tanto pode-se citar recentemente o caso do cantor Alexandre Pires, que foi investigado em 23 de maio de 2012, pelo Ministério Público Federal por uma acusação de racismo. Essa investigação começou por conta de um videoclipe que o cantor havia feito, onde vários homens invadiram uma festa fantasiados de macacos, incluindo o próprio cantor. De acordo com o jornal O Globo, esse vídeo foi considerado como tendo um conteúdo racista e sexista, implicando na superação dos negros contra o racismo, e das mulheres contra o sexíssimo.
Esse caso não é isolado, pois vários outros exemplos parecidos. Outro exemplo é o do escritor Siedfrieg Ellwanger, onde foi condenado pela prática de racismo, porque escreveu um livro onde questionava a veracidade do Holocausto. Esse caso acabou levando esse escritor à prisão, mesmo que em página alguma houvesse uma citação à prática de algum crime contra qualquer outra outra raça.
Esses erros possuem uma tendência de limitar a liberdade de expressão de tudo aquilo que não seja considerado politicamente correto. Essa tendência não é presente apenas na liberdade de expressão, mas em vários aspectos da atividade estatal em geral.
Para que haja uma mudança significativa não são ONGs ou o governo que deve mudar, mas sim como pessoas, elas precisam de ter empatia, com máxima urgência de cada indivíduo colocar-se no lugar do outro, compreender seus sentimentos e identificação-las para guiar suas próprias ações. Ao tentar se colocar no lugar do outro, podemos chegar a uma melhor compreensão dos problemas que nos cercam em nosso cotidiano e aprender a aceitar a liberdade de expressão de cada um, mesmo que ela seja diferente da sua.