Limites entre a liberdade de expressão e o politicamente correto

Enviada em 23/03/2021

A anos atrás, o homem não tinha nenhum veículo de comunicação que influenciasse em sua opinião, e em suas formas de manifestar a mesma, era então um sujeito passivo. Porém com a criação da impressa por de Gutenberg, que constantemente foi sendo evoluída, possibilitou a população livre interpretação de seu conteúdo, e suas formas de expressar em relação a ele. Desde então a liberdade de expressão vem sendo alvo de grandes polemicas e discussões. Para isso tem se as leis que asseguram o cidadão de seu direito de expressar.

Primeiramente, cabe pontuar que, segundo Voltaire, por mais que indivíduos tenham opiniões divergentes, ambos devem defender o direito do outro de tê-la. Entretanto, o que observamos hoje é uma intolerância, e até mesmo repressões violentas, àquilo que não é visto como politicamente correto. Uma prova disso, foi o atentado terrorista a revista Charlie Hebdo, cujo atentado provocou 12 mortes. Além disso, vale ressaltar que segundo o Ideal Iluminista, um sociedade só progride quando um se mobilizar pelo problema do outro.

Sendo assim, o mundo contemporâneo, é claramente uma sociedade liquida, como definiu Bauman, pois é a individualização do mundo, onde o sujeito muitas das vezes por pensar estar livre para fazer o que quiser, fere a moral do próximo, principalmente por não aceitar a opinião de alheios. E ultrapassa seu direito de expressão, por falta de pontos de referências socialmente aceitos, negligentes, cometem esses atos, e o homem independente, se priva de opinar por medo da repreensão de quem se julga correto.

Nesse sentido, os limites da liberdade de expressão não devem ser estabelecidos por grupos ou indivíduos e sim pela inserção cultural de valores que tenham como base o respeito e a valorização das opiniões e opções alheias.

Concluindo, então, que o direito a liberdade de expressão deve ser perseguido, no entanto, seu uso abusivo deve ser punido para preservar a harmonia social. Sendo assim, com vista a correção de tal problema o Estado deve, via Ministério da Justiça, criar delegacias e tribunais que investiguem e julguem crimes desse ordem, com o fim de diminuir a impunidade, desincentivando, com isso, tais práticas. Ademais, escolas e a família devem ensinar preceitos de respeito a humanidade, nas aulas de sociologia, por exemplo, assim como, diariamente serem modelos de uma conduta cidadã.

Só então será possível para o coletivo aliviar esse emaranhado social goldingiano e definir o grau de liberdade de expressão ao invés de insulto, e a continuação de comportamento desatualizado e politicamente incorreto e preconceito de linguagem.