Limites entre a liberdade de expressão e o politicamente correto

Enviada em 23/03/2021

A Constituição Federal Brasileira, estabelece diversas legislações que asseguram a integridade física e mental do cidadão ao se expressar de forma artística, intelectual, na comunicação e no âmbito científico. Contudo, tal expressividade pode ser confundida com discursos de ódio e opressão, infringindo até mesmo, os direitos humanos.

No mundo atual, onde é vivenciada a terceira revolução industrial, tem-se informações de forma muito rápida. Como também, tem-se a comunicação de forma muito facilitada. Esse novo formato de se portar diante o mundo, faz com que os seres humanos criem novos hábitos. Como em redes sociais, principalmente, onde são vistos cotidianamente internautas discutindo suas opiniões políticas e sobre diversos outros assuntos, o que era possível apenas de forma presencial nos séculos passados. Essa mudança, é muito benéfica em diversos aspectos, mas também, é prejudicial às relações humanas. Pois, quando algum indivíduo confunde sua opinião, com alguma forma de expressar seu ódio e preconceito por meio de discursos agressivos, ele oprime e ofende alguma outra pessoa que lê ou ouve aquilo.

Tendo em vista esses aspectos, em 2018, nas eleições presidenciais no Brasil, houve grandes discursos de ódio nas redes sociais e também manifestos políticos com este mesmo perfil. Muitos grupos, como LGBT´S, mulheres e negros, foram agredidos psicologicamente e também fisicamente, por imporem seus ideais e lutarem por eles, como, o fim da desigualdade social. Os opositores, faziam discursos ofensivos, com caráter homofóbico, machista e racista, usando como defesa, que estavam impondo também, suas liberdades de expressão, mesmo que infringissem os direitos humanos e agredissem de alguma forma algum grupo.

Contudo, é visível que a confusão entre a opressão e a liberdade de expressão, pode ser violenta e opressora. E é de extrema importância, que o Governo Federal, junto ao Ministério da Cultura, crie uma campanha através da mídia, com propagandas, apresentando diálogos cotidianos, que tenham o discurso de ódio como pauta. Com o objetivo de que sejam identificados discursos ofensivos e opressores. Para que assim, a população consiga distinguir a liberdade de expressão da opressão.