Limites entre a liberdade de expressão e o politicamente correto

Enviada em 29/09/2021

Precipuamente, é fulcral ressaltar o individualismo mediante o impasse. Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês do século XX, a “modernidade líquida” diz respeito a uma nova época em que as relações sociais, econômicas e de produção são maleáveis, como os líquidos. Dessa forma, observa-se que a sociedade tem interesse apenas naquilo que lhe concerne, e que a opinião do próximo é inválida em relação a sua. Hodiernamente vivemos a “cultura do cancelamento”, que ocorre quando acontece o conflito de ideias, ou seja, se você não concorda com aquilo que certa pessoa diz, ela deve ser “cancelada” por dizer falsas verdades. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o fato supracitado contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Ademais, é importante destacar que a influência midiática possui estreita relação aos limites impostos a liberdade de expressão. De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, todo cidadão possui o direito de ser e de se expressar, contanto que não viole nenhum direito humano. Entretando, percebe-se que essa não é a realidade vivênciada por muitos, principalmente aqueles que possuem fama, já que são extremamente apedrejados pela mídia ao se expressarem de forma que não agrade a todos, como foi o caso do cantor LGBT Lil Nas X, que se fantasiou de grávida para promover seu novo álbum e os canais de notícia o chamaram de transfóbico, por não respeitar mulheres trans que não podem ter filhos, sendo que o que ele fez foi apenas para representar o parto de uma nova era em sua carreira.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a cultura do cancelamento e a limitação da liberdade de expressão, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União, direcione capital que, por intermédio da ONU, será revertido em verbas, por meio da criação de projetos que auxiliem o estudo dos direitos humanos e que auxiliem no entendimento de que nem todos pensam da mesma forma - e que se deve respeitar a opinião do alheio, mesmo que não concorde, pois isso é um direito que cada indivíduo possui - a fim de alcançar o respeito mutúo. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo dos limites á liberdade de expressão, e a coletividade alcançará a Utopia de More.