Limites entre a liberdade de expressão e o politicamente correto

Enviada em 19/02/2022

No romance ‘’triste fim de Policarpo Quaresma’’, cujo autor é Lima Barreto, o protagonista, patriota, enxerga o Brasil como uma nação de características utópicas. Entretanto, a realidade brasileira mostra-se distante dessa idealização ao apresentar questões como os limites entre a liberdade de expressão e o politicamente correto, os quais se perpetuam por causa da moral brasileira.

Primeiramente, deve-se ressaltar que a educação básica, responsável por firmar o indivíduo em seu intelectual e moral, encontra-se fragilizado no país. Tal situação pode ser comprovada por intermédio de dados fornecidos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, os quais indicam que o ensino superior recebe 4 vezes o investimento em educação básica. Essa conjuntura, segundo os ideias do filosofo John Locke, configura-se como uma violação do ‘‘Contrato Social’’ já que o estado não está a cumprir com a sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis como a educação intelectual.

Ademais, é fundamental apontar o grande número de opiniões publicas que ferem e atingem pessoas, um exemplo recente é do ex-apresentador do Flow Podcast Bruno ‘‘Monark’’ Ayub, que está sendo investigado por ideologia Nazista. A investigação vem ao fato pois Bruno ‘Monark’’ Ayub disse ‘‘O nazista tinha que ter um partido nazista’’ em seu Podcast, isso se interfere a liberdade de expressão que infelizmente foi mal usada pelo Bruno ‘Monark’’ Ayub.

Depreende-se, portanto o Ministério da Educação, principal órgão responsável pelo desenvolvimento intelectual da população, com palestras publicas e aulas de conhecimento social para alimentar o intelecto do povo brasileiro. A fim de promover uma educação melhor sobre a liberdade de expressão. Assim, torna-se-á possível a superação dos limites entre a liberdade de expressão e o politicamente correto, o que tornará mais integro e próspero como idealizado na obra de Lima Barreto.