Limites entre a liberdade de expressão e o politicamente correto
Enviada em 14/05/2025
Segundo a UNESCO, o patrimônio cultural é parte da identidade coletiva dos povos e deve ser preservado mesmo em contextos de conflito ou manifestações. Assim, a liberdade de expressão, embora essencial, não pode ser exercida por meio de ações que destruam bens históricos. Nesse contexto, o enfrentamento dos limites entre a liberdade de expressão politicamente correto impõe-se como uma prioridade urgente, demandando a implementação de educação para a cidadania e a Campanhas públicas de conscientização.
Diante desse cenário, é válido ressaltar a negligência governamental como um dos motivadores desse problema. De acordo com o filósofo John Locke em “O Contrato Social”, os cidadãos cedem sua confiança ao Estado que, por outro lado, deve garantir direitos básicos à eles. Dessa maneira, fica nítido que o governo não cumpre sua obrigação com a sociedade, uma vez que é necessária a implementação de educação para a cidadania. Assim, é necessário que o Ministério da Educação, com apoio da UNESCO, inclua na base curricular conteúdos voltados à valorização do patrimônio histórico, para que futuros cidadãos compreendam que a manifestação não deve ocorrer em detrimento da memória coletiva.
A liberdade de expressão é um direito fundamental, mas não absoluto. Em muitos casos, opiniões ofensivas são defendidas como simples formas de expressão, ignorando os impactos que causam a grupos vulneráveis. Nesse sentido, o politicamente correto surge como um mecanismo social de contenção, buscando promover o respeito e a inclusão. Embora seja criticado por alguns como censura, ele representa um limite necessário para que a liberdade de um não viole a dignidade do outro.
Portanto, para que a destruição de patrimônios históricos, em razão de manifestações de liberdade de expressão, seja de fato eliminada da sociedade, o Governo Federal - maior autoridade do país - deve fazer com que população se conscientize sobre o quão maléfico é a destruição desses patrimônios para comunidade brasileira, por meio de campanhas de TV, rádio, redes sociais e espaços públicos explicando que danificar um patrimônio é apagar parte da própria história da população. A fim de trasformar um país mehor.