Limites entre estética e saúde
Enviada em 04/11/2019
Para os índios do Novo Mundo, estar saudável era estar em harmonia com a natureza. Os chineses antigos acreditavam que saúde era o reflexo de uma força chamada “QI” (Edelman 1986). Em contraste, a medicina ocidental aborda saúde analisando seus componentes, ao invés da análise da interconexão entre eles. Essa abordagem tem sido defendida através dos tempos, o que levou ao foco primário de doença e incapacidade. Só recentemente esta postura de desconstrução da medicalização do sistema é que começou a mudar o sentido de saúde sob uma visão mais holística. Há algumas décadas, em 1946, a OMS introduziu uma dimensão mais positiva de saúde em sua definição: “saúde é um estado de completo bem estar físico, mental e social e não somente a ausência de doença ou enfermidade”.
Porém não vemos tal definição sendo buscada, mas sim dietas, cirurgias plásticas, anabolizantes. A busca pelo “corpo perfeito” caracterizado pelo padrão de beleza, ganhando grande espaço na vida da sociedade atual. Muitas pessoas arriscam a vida em busca de um padrão, muitas vezes, inalcançável.
Segundo ao jornal r7, Ao menos uma pessoa morre por mês em cirurgias plásticas no Brasil,O Brasil é o segundo país que mais realiza plásticas no mundo — perde só para os Estados Unidos. A lipoaspiração é a mais popular. Médicos brasileiros fazem 200 mil cirurgias desse tipo a cada ano.
Devemos aceitar a nós mesmos, e não buscar a si atráves de padrões dualistícos que foram impostos por outros.