Limites entre estética e saúde
Enviada em 07/10/2019
A aceitação social, hoje, passa por uma etapa crucial: o padrão de beleza imposto pela mídia à sociedade sem que essa possa manifestar-se sobre. A pessoa que não está de acordo com esse padrão certamente passará por algum desconforto ou até discriminação, logo, a busca pelo corpo perfeito é uma realidade cotidiana de milhares de pessoas em todo o mundo. Remédios, dietas, academia, cirurgias plásticas – até que ponto a estética coincide com hábitos de vida saudáveis?
Nos últimos anos houve um crescimento da indústria da beleza. Por conseguinte, fica notável o exagero em propagandas de cosméticos, clínicas de estética e academias, o que induz a população a fazer uso e submete-se a cirurgias, malhação e dietas totalmente exageradas sem auxílio de profissionais qualificados. Por não conseguir se adequar aos padrões exigidos pela sociedade a pessoa pode prejudicar a própria saúde. Um exemplo disso foi a morte da bancária Lilian Calixto, que recorreu a um profissional não habilitado para atuar na área e fez uso de material sintético proibido (PMMA) para inserção corporal em alta dosagem. Além dessa, existem outras maneiras prejudiciais, como as doenças bulimia e anorexia, que estão relacionadas a má alimentação, ambas causadas pelo desejo de causar boa impressão e estar dentro dos padrões. Diante do supracitado, ficou notável que ao longo dos anos os padrões mudaram e trouxeram com eles consequências alarmantes como doenças e até mesmo a morte. Portanto, o Ministério da saúde deve investir em mais espaços de esporte e lazer, incentivando a prática de atividades físicas e de socialização, diminuindo assim a incidência de doenças relativas a estética e saúde. Além disso, o Estado como mediador da sociedade, deve se preocupar em apresentar à ela diferentes modelos de beleza visando a quebra de paradigmas, fazendo uma melhor regulação da influência midiática com a criação de consultas públicas, mesclando o belo aos padrões comuns de beleza na sociedade, atenuando o drama de quem de alguma forma não se sente ‘‘bonito’’ no momento. É preciso estimular a valorização do eu desde cedo. Desse modo, o Ministério da Educação, juntamente com emissoras de TV, devem criar propagandas e desenhos infantis despertando o olhar pelo caráter da pessoa e não sua ‘‘beleza’’, pois como diria o filósofo Platão ’’ O belo está ligado a uma essência universal e não depende de quem observa, pois está contido no próprio objeto’’