Limites entre estética e saúde
Enviada em 07/10/2019
“Mente sã, corpo são”. Essa frase, elaborada a 2000 anos pelo poeta romano Juvenal, revela a interdependência entre corpo e psique para uma vida saudável. No entanto, sem o devido acesso à informação, até intervenções benéficas podem se converter em danos trágicos à saúde física e mental do indivíduo. Assim, é vital estudar padrões recorrentes na sociedade brasileira a fim de superá-los.
Em primeiro lugar, vale apontar que padrões utópicos de beleza prejudicam a busca pela vida saudável. A esse respeito, o Conselho Federal de Nutrição adverte: dietas sem prescrição podem levar a distúrbios alimentares e deficiências nutricionais. Entretanto, muitos brasileiros, na urgência de alcançar o manequim perfeito, colocam a vida em risco ao adotar padrões insustentáveis de alimentação. Portanto, é necessário orientar essa população para que a ânsia por saúde não se torne um inimigo.
Ademais, um padrão impecável de saúde física não é suficiente quando o equilíbrio emocional está em risco. Acerca dessa premissa, a síndrome do “burnout” trata-se de uma sobrecarga psicológica de indivíduos que trabalham de forma excessivamente intensa em suas atividades, a ponto de isto se tornar tóxico à sua qualidade de vida. Esse fato preocupante revela a existência de um aspecto psíquico, tão relevante quanto o material, da chamada “vida saudável”. Portanto, algo deve ser feito para alertar os brasileiros da importância do equilíbrio entre os dois.
Diante do exposto, é evidente que informação é a arma para combater os equívocos aos quais a sociedade está sujeita. Cabe ao Estado, na forma de Ministério da Saúde, e por meio de contratos com agências de publicidade, recrutar influenciadores digitais das áreas de bem-estar e qualidade de vida para inspirar os brasileiros a mudarem seus hábitos a partir de exemplos reais. As postagens deverão ser fidedignas e baseadas em temas relevantes, como acompanhamento nutricional e psicológica no ambiente de trabalho. Dessa forma, com mais campanhas como essa, a sociedade brasileira poderá aderir de corpo e mente à máxima romana de 20 séculos atrás.